
Não era apenas uma corrida para Ayrton Senna era uma obsessão que estava na mente desse piloto brilhante que em muitas vezes bateu na trave, sempre acontecia alguma coisa para atrapalhar a vitória desse gênio. Foram sete anos em busca desse feito, tinha corrida que ele abandonava, teve erros da escuderia e corridas que ficava no quase e essa insistência destruía o Ayrton por dentro com essa obsessão.
Isso é coisa de brasileiro mesmo, sem desistir em nenhum momento o piloto brasileiro estava próximo do seu 8° ano consecutivo em Interlagos e ele já começar a ficar tenso e imaginando que “preço ele deveria pagar para ter essa vitória”. Ficava sonhando dias antes da corrida e na véspera da corrida ele sonhou que venceria enfim o GP Brasil de F1.
Ele largou em primeiro lugar, onde liderava com muita facilidade e tudo indicava pela vitória. Até que na 65° volta o sonho estava cada dia mais próximo. Quando de repente escapou a terceira marcha e ele tomou um baita susto e continua guiando o carro rumo ao seu objetivo. Logo em seguida foi a quarta marcha e ele começou a ficar preocupado e dando inúmeras dores de cabeça não acreditando o que estava acontecendo.
Neste momento ele já desesperado não sabia se rezava a Deus ou Xingava tudo indignado com a situação e sabendo que Patrese estava se aproximando a seis voltas do final. Depois do medo de perder novamente Ayrton respirou bem fundo e gritou vai dar certo eu vou vencer e preciso vencer, tenho que vencer para mim e meu país esperava isso de mim. A noticia não era boa porque ele perdeu 3 segundos e para piorar a situação ele perdeu a quinta marcha e respirou novamente e pensou vou acelerar e acelerar, não deu bola para nada e não escutava o rádio e pensou vou até o final para minha vitória.
Ele só voltou em si quando viu a bandeira na chegada e começou a ficar emocionado com um prazer imenso de vencer no meu próprio país, na minha terra que linda. Todo Autódromo gritava o nome dele, os fiscais de prova ficavam loucos de felicidades pulando dentro da pista enlouquecidas e na hora do pódio Ayrton Senna não tinha forças para sequer levantar o troféu de vencedor da prova. Depois da corrida ainda Ayrton disse “não é a melhor corrida da minha carreira, mas foi a mais sacrificada”.